O afrodisíaco e sensualidade infalível do amor-próprio

Cá estamos nós, ainda sem terra à vista nos mares da pandemia, mergulhados em notícias tristes sobre pessoas, sobre a natureza e com um tempo cronológico que escorre pelos dedos.
Por outro lado, alegrias! Chegamos vivos a junho 2021, um ano numerológicamente marcado pelo imprevisível onde ainda nos resta uma pontinha de esperança até para sermos sedutores e seduzidos numa data como a do dia dos namorados.
Todas essas questões juntas dão uma longa conversa, mas olhemos juntos o termo “afrodisíaco” para começar.
Afrodisíaco vem de Afrodite, a divindade grega que representava a beleza, o amor e a fertilidade.
 As histórias de seu nascimento são diversas, assim como seus encantos e funções entre Grécia e Roma na antiguidade, mas o que pouco se ouve falar é que a verdade sobre tamanha sensualidade, graça e atratividade tinha como fonte o amor que Afrodite nutria por si mesma. Isso é que a tornava irresistível.
Afrodite é ligada ao prazer porque acolhia-se, nutria-se e estava profundamente aberta a receber e afrodisíaco é na verdade a capacidade de encantar-se por si e pela vida. Para além de tudo que a gente já ouviu falar, a sedução começa consigo e não com o outro.
Mas e as plantas afrodisíacas de a—z? Os estudos científicos A sabedoria popular?
Dentro no universo popular e cientifico o termo afrodisíaco é ligado a plantas que estimulam o desejo, aumentam a irrigação sanguínea nas zonas erógenas e dão energia como a catuaba, o ginseng, o açafrão, o guaraná, mas são esses mesmos estudos científicos que comprovam que sem a paixão e o encantamento os afrodisíacos naturais não resolvem.
A atenção quando falamos sobre sensualidade e envolvimento deve ser voltada as sensações, aromas e plantas, rituais que atuem individualmente na nossa psique abrindo-nos aos prazeres e criando o desejo de dentro para fora.
A sensualidade desse ponto de vista é pautada no envolvimento profundo e psicológico em conhecer o próprio corpo, em saber o que deseja e o que merece e na qualidade dessa inter-relação humana.
Nós estamos em isolamento há tanto tempo que pode parecer que existe um abismo entre a realidade e o afrodisíaco original, mas aí nos abraçamos novamente as plantas e aos aromas a partir dessa nova perspectiva: quem me ensina a me amar?
Afrodite sorri toda vez que um humano se dá conta disso.
E eu lhes digo lambuzem-se em sinergias femininas de flores e frutas que esbanjam sabor, perfume e abundância.
Conecte-se com aromas que te façam se sentir bem, leve, expandir, sentir que pertence a si mesmo ou como diria Caetano, que sabe a dor e a delicia de ser quem se é.
Rosas vermelhas, rosas cor de rosa e rosas amarelas são bem-vindas nesse grande ritual de ser em essência.
Banhos de imersão, escalda-pés, velas em ode a si.
Camomila para quem precisa perdoar-se, palmarosa para quem deseja dar para si a suavidade que deseja ver no mundo, sálvia slacareia para quem estiver pronta para ver a si mesma, ylang lang para perder o medo da intimidade e baunilha para deleitar-se em prazer.
Agora sim, estamos prontas para ser Afrodite.
Dentro e fora de casa, encher-se de si e quando a pandemia poder bailar e seduzir na construção de uma outra realidade.

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